quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mensagem do Coordenador

Olá sentinelas, paz e santidade!


Esta semana vamos dar mais um passo em nosso caminho de reflexão. Prontos para navegar em águas mais profundas? Antes de começarmos preciso perguntar: Já deu os quatro passos hoje? Se não fez, faça antes de ler o texto. Para os que já fizeram, o texto de hoje é Jo 21:2.


“Estavam juntos Simão Pedro, Tomé (chamado o Gêmeo), Natanael de Caná da Galiléia, os filhos de Zebedeu (Tiago e João) e outros dois discípulos.”


A cena que vemos na narrativa de João é muito familiar. O encontro de Jesus com os discípulos na praia, sobretudo Pedro, Tiago e João não é inédita, assim como muitos elementos deste relato joanino. Este texto se parece muito com o relato de Lucas 5: 4-11; Marcos 1: 16-20 e Mateus 4: 18-22. Nos próximos textos pretendo trabalhar os outros elementos, que são muito importantes, mas deixarei para falar disso nos versículos próprios. Neste verso acho importante ressaltar alguns elementos.


Neste versículo aparecem os personagens Jesus (quem chama), Pedro, Tiago e João (presentes em muitos outros momentos, como transfiguração, angustia suprema no getsemani e também nos textos já citados anteriormente dos evangelhos sinóticos) e ainda Tomé, Natanael e outro dois discípulos. O cenário também é o mesmo: a praia. Mais uma vez eles estão pescando. A atitude de Jesus é a mesma: Ele vem chamar.


Segundo o rodapé da Bíblia do peregrino, este texto foi acrescentado como uma adaptação dos textos que citamos, mas inserindo o contexto da ressurreição. Todas essas informações são importantes. Precisamos nos utilizarmos delas para interpretar a atitude de Jesus.


Todos os evangelhos são recheados de parábolas, esse era o método didático dos fariseus e Jesus também adotou este método de ensino. A realidade que Jesus vivia era uma realidade rural, ou seja, os exemplos usados por Ele (figueira, vinha, sementes, grão de mostarda) provavelmente eram muito encontrados na região que o mestre ensinava. É provável que Jesus usasse as plantas ou qualquer outro elemento da natureza tendo-os à vista e isso com certeza facilitava a compreensão de seus ouvintes. Creio firmemente que quando o mestre comparou o reino (Basiléia) ao grão de mostarda, Ele tinha um desses grãos em suas mãos. Mas o que quero dizer com isso? Vou tentar expor.


Jesus mostrou a missão dos discípulos às partir de sua profissão: “Eu vos farei pescadores de homens” (Lc 5:10; Mar 1:17; Mat 4:19). Mais adiante, quando falarmos do versículo 17, retomaremos essa discussão para explicar o porquê Jesus mandou pescadores apascentarem ovelhas. Por agora quero apenas frisar a pedagogia usada pelo mestre no chamado dos discípulos. É como se Jesus dissesse: ‘Vocês aprenderam a vida inteira como pescar, mas eu venho ensinar uma pesca diferente, vocês serão novos pescadores’. Isso deve ter soado de duas formas para os discípulos, primeiro com ar de facilidade, pois já eram pescadores por toda a sua vida, porém, não pescavam homens e sim peixes.


Nos próximos versículos (sei que estou deixando muita coisa pra depois, mas pra cada coisa existe um tempo debaixo do céu [Ecle 3:1]) falaremos sobre o significado do fracasso na pesca, elemento que parece também em Lucas 5. Mas cabe a nós percebermos neste instante que o autor faz uma ligação entre os chamados, e coloca diversos elementos novos (Profissão de amor de Pedro, mandato de apascentar, indicação de onde lançar a rede, o Senhor que alimenta os homens), ou seja, o capítulo 21 de João é profundamente eclesiológico, trocando em miúdos, ele fala da Igreja que Jesus estava fundando. Fala da missão, dos benefícios, dos martírios, dos caminhos a seguir. Os homens que Jesus chamou com a promessa de fazê-los pescadores de homens agora veem o cumprimento da promessa e podemos sem dúvida afirmar que pescar homens é o que Jesus chama de apascentar as ovelhas.


Jesus é aquele que chama, aquele que está na praia esperando você atracar para te indicar o caminho. Jesus quer usar cada um de nós do jeito que somos, na escola que estudamos, na família que nascemos, na profissão que exercemos. Jesus está hoje em nossa praia, está dizendo lançai a rede à direita (ame, perdoe, seja santo, pregue, sirva-me), se me amas mesmo pesque homens, leve-os até mim (apascenta minhas ovelhas).


Está disposto a atracar o barco para escutar as instruções do mestre? Nossa vida é tão corrida, temos necessidade de produzir cada vez mais, são 25 horas por dia de coisas pra fazer, estamos sempre acumulando tarefas para o outro dia. Muitas vezes nem paramos na praia para descansar, logo, não ouvimos o Senhor e permanecemos ainda na noite escura, sem nada apanhar. Este é o momento de parar e escutar o que o Mestre quer nos dizer. Aproveite estes momentos de estudo para escutar o Senhor, Ele tem muito a nos dizer.


Temos muitas coisa ainda pela frente, aguardo você na semana que vem.


Deus abençoe,


#énóisquecomungaerezacomapalavra!


Com amor,


Carlos Maximiliano
Coordenador Estadual do
Ministério Jovem

G.O. Poder de Deus

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu nome ;)

VISITAS