Uma procissão presidida por Bento XVI e composta por 400 bispos, em comemoração aos 50 anos do Concílio Vaticano II, abriu nesta quinta-feira a missa solene que deu início ao Ano da Fé, que se prolongará até novembro de 2013.
Estiveram presentes à missa desta quinta 14 dos 2.540 bispos que participaram do concílio em 1962, entre eles Serafim Fernandes de Araújo, cardeal e arcebispo emérito de Belo Horizonte, e José Mauro Ramalho de Alarcón Santiago, bispo emérito de Iguatu, no Ceará.
Bento XVI desafiou hoje os católicos a enfrentarem o avanço da "desertificação" espiritual que se espalhou pelo mundo, nas últimas décadas, e reafirmou a atualidade do trabalho realizado no Concílio Vaticano II (1962-1965), inaugurado há 50 anos.
“Qual seria o valor de uma vida, de um mundo sem Deus, já se podia perceber no tempo do Concílio a partir de algumas páginas trágicas da história, mas agora, infelizmente, vemo-lo todos os dias à nossa volta: é o vazio que se espalhou”, alertou o Papa, na homilia da Missa a que presidiu na Praça de São Pedro, para a inauguração do Ano da Fé, por ele proclamado no 50.º aniversário do Vaticano II.
A intervenção papal aludiu à necessidade de integrar, na ação da Igreja, essa experiência de deserto e vazio para “redescobrir o valor daquilo que é essencial para a vida”.
“No deserto existe, sobretudo, necessidade de pessoas de fé que, com suas próprias vidas, indiquem o caminho para a Terra Prometida, mantendo assim viva a esperança”, acrescentou, destacando que a fé “liberta do pessimismo”.
Em relação ao Ano da Fé, o Papa disse que os católicos devem transmitir a sua mensagem “sem sacrificá-la frente às exigências do presente nem mantê-la presa ao passado”.
“Na fé ecoa o eterno presente de Deus, que transcende o tempo, mas que só pode ser acolhida no nosso hoje, que não volta a repetir-se”, frisou.
Depois do Ano da Fé convocado por Paulo VI em 1967 e do Grande Jubileu proclamado por João Paulo II em 2000, o atual Papa convida a uma nova iniciativa mundial, para reafirmar que “Jesus é o centro da fé cristã”.
Bento XVI aludiu à redescoberta de “caminhos de peregrinação”, como é o caso de Santiago de Compostela (Espanha), “em voga nestes últimos anos”.
O Papa defendeu, por isso, que a Igreja deve empreender também “uma peregrinação nos desertos do mundo contemporâneo, em que se deve levar apenas o que é essencial”, ou seja, “o evangelho e a fé”.
Saiba mais, acessando esses dois link do site de notícias Canção Nova: Bento XVI abre oficialmente o Ano da Fé e Ano da Fé: Vaticano divulga Carta Apostólica de Bento XVI
Para ver a homília do Santo Papa na íntegra, clique aqui.
fontes:
http://www.agencia.ecclesia.pt
http://g1.globo.com



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