Rejeitar Jesus é Rejeitar o Dom da Vida Eterna
Em Jesus a humanidade é “elevada” à participação da vida divina.
Estar com o Pai, fazer o que é do Seu agrado, é nossa vocação. Porque
Ele está conosco!
O pecado, segundo os critérios da Lei, é qualquer falta à sua estrita
observância. A Lei servia tanto para explorar e excluir os pobres e
pequenos, tachados de pecadores, como também para garantir os
privilégios das elites religiosas do estado teocrata de Israel. O apego à
Lei leva à rejeição da verdade de Jesus e do Pai, que é a comunicação
da vida.
Estamos diante de um texto no qual o Senhor Jesus narra a própria Morte. Diante de tal fato, alguém poderia dizer: “Se
Cristo tinha mesmo de entregar o Corpo à morte por nós todos, por que é
que não morreu normalmente, como homem? Por que é que tinha de se
deixar crucificar?” Poder-se-ia, na verdade, dizer que era mais
conveniente para Ele entregar o Corpo de maneira digna do que suportar a
infâmia de tal morte. Essa objeção é demasiado humana: o que aconteceu
ao Salvador é verdadeiramente divino e digno de Sua divindade por várias
razões.
Em primeiro lugar, porque a morte que acontece aos homens tem a ver
com a fraqueza da sua natureza; não podendo durar indefinidamente, eles
desagregam-se com o tempo. Chegam as doenças e, tendo perdido as forças,
acabam por morrer. Mas o Senhor não é fraco. Ele é a Força de Deus, o
Verbo de Deus, a própria Vida. Se Ele entregasse o Corpo em privado, num
leito, à maneira dos homens, teriam pensado que Ele não tinha nada a
mais do que os outros homens. Não convinha que o Senhor adoecesse, Ele
que curava as doenças dos outros.
Então por que é que Ele não afastou a morte, tal como tinha afastado a
doença? Porque Ele possuía um Corpo precisamente para isso e para não
pôr entraves à ressurreição. Mas, dirá talvez alguém, que o Senhor
deveria ter evitado a conjura dos Seus inimigos, para conservar o Corpo
absolutamente imortal. Que essa pessoa aprenda, então, que também isso
não convinha ao Senhor.
Tal como não era digno do Verbo de Deus, por ser a Vida, dar a morte
ao Corpo por Sua iniciativa, também não Lhe convinha fugir da morte que
outros queriam dar a Ele.
Morrer como morreu não significou de modo algum a fraqueza do Verbo,
mas fê-lo ser conhecido como Salvador e Vida. O Salvador não veio
experimentar a Sua Morte, mas a morte dos homens. Eis o segredo que os
judeus que acabavam de celebrar o Dia da Reconciliação não entenderam.
Portanto, contraditoriamente, estão procurando a Morte de Jesus.
Repetindo por três vezes “morrereis nos vossos pecados”, Jesus reverte o
quadro. Rejeitar Cristo é rejeitar o dom da Vida Eterna e,
consequentemente, fazer uma opção pela morte.


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