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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Graça e paz amados sentinelas!
“O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o pleno cumprimento da lei.” (Rom 13,10)
Amados irmãos, nesta mensagem quero me dedicar a expor para vós aquilo que meu coração entende como a real motivação para qualquer missão: o amor! Somente o amor pode sustentar uma missão, seja qualquer que seja. E mais, somente o amor pode fazer com que essa missão seja realizada com fidelidade à vontade de Deus, porque Deus é amor e quem não ama não conhece a Deus. (I Jo 4,8)
Enquanto jovens de Cristo, compondo esse exército de Deus chamado MINISTÉRIO JOVEM, somos chamados a proporcionar um encontro pessoal entre Deus e os jovens que precisam ainda ouvir a essa voz apaixonada que diz: “Porque és precioso aos meus olhos, porque te aprecio e TE AMO! (Is 43, 4a)
O Senhor tem construído uma personalidade na juventude carismática que não podemos deixar de observar. Nós somos chamados e sempre seremos chamados a sermos sentinelas da manhã, mas jamais o seremos se não formos apóstolos da efusão do Espírito Santo, se não assumirmos o chamado de sermos profetas do amor! As moções proféticas não são para um ano, são para a vida. Eu posso ter começado a ser profeta do amor em um ano, mas não posso parar por ali, todo chamado de Deus é permanente, seu chamado e sua unção são irrevogáveis (Rom 11, 29)
A nossa personalidade carismática, podemos chamar assim, nos convoca à combatividade profética, à ousadia, à santidade, mas, sobretudo, ao amor! Somos chamados a amar, pois somente o amor vai dar força á nossa missão. Sei que muitos de nós encontramos dificuldades nos seus grupos de oração, para montar o ministério, para iniciar as atividades. Mas não devemos esperar sermos acolhidos para amar, precisamos sobretudo amar, e então os frutos com certeza virão. Somente o amor tudo suporta (I Cor 13, 7), somente o amor nos leva além. Por isso exclama Santo Agostinho: “Ame e faça o que quiser!” O amor nunca pode nos levar ao mal, por isso, quem ama age sempre em busca do bem, sempre em busca da vontade de Deus. Quem ama é forte, porque age movido pelos sentimentos de Deus!
Amados sentinelas, sei que temos muitas dificuldades, mas vos chamo a amar, mesmo em meio às tristezas, amar, para poder ver além do que os olhos mostram amar para perceber mais o que a humanidade percebe, e sim aquilo que Deus mostra. Amemos jovens, e anunciemos esse amor. Amemos jovens, porque o amor vem de Deus! (I Jo 4, 7)

Carlos Maximiliano
Coordenador Estadual Do Ministério Jovem RCC/ES
Grupo de oração Poder de Deus


http://www.ministeriojovem-es.com/coordena/index.php  

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 15,1-8)

Quarta-Feira, 25 de Maio de 2011
5ª Semana da Páscoa
A- A+


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim.
5Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 14,27-31a)

Terça-Feira, 24 de Maio de 2011
5ª Semana da Páscoa


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30Já não falarei muito con¬vosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 6,1-15)

Sexta-Feira, 6 de Maio de 2011
2ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária

O Pão que alimenta a nossa alma

Nosso Senhor sabe que o caminho é longo, sabe que somos fracos. É o que vemos no Evangelho de hoje: Jesus tem compaixão daquele povo que já estava cansado e com fome. Assim, não querendo despedi-los nesse estado, o Senhor realiza o portentoso milagre da multiplicação dos pães.
O que vinha a ser esse milagre de Nosso Senhor? Uma figura da multiplicação de um pão muito mais excelente: vendo nossa fraqueza espiritual, Jesus, por amor, quer multiplicar um pão para alimentar nossa alma na caminhada para o céu: Ele mesmo na Santíssima Eucaristia!
Na Exortação Apostólica Sacramentum Charitatis o Santo Padre Bento XVI descreve a Santíssima Eucaristia como doação que Jesus Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Neste sacramento admirável, manifesta-se o amor “maior”: o amor que leva a “dar a vida pelos amigos” (cf. Jo 15,13).
De fato, Jesus “amou-os até ao fim” (cf. Jo 13,1). Com estas palavras, o evangelista introduz o gesto de infinita humildade que Ele realizou: na vigília da Sua Morte por nós na cruz, pôs uma toalha à cintura e lavou os pés dos Seus discípulos. Do mesmo modo, no Sacramento Eucarístico, Cristo continua a amar-nos “até ao fim”, até ao dom do Seu Corpo e do Seu Sangue. Que enlevo se deve ter apoderado do coração dos discípulos à vista dos gestos e palavras do Senhor diante da multiplicação dos pães, prefigurando, deste modo, a Ceia Pascal!
Que maravilha este gesto da multiplicação! Ele deve suscitar, também no nosso coração, o mistério Eucarístico. Pois, quando Jesus age, as pessoas ficam satisfeitas. Observe as expressões: “o quanto queriam” [...] “já estavam fartos”. Quando Jesus age, há fartura: sobraram doze cestos.
Os Doze Apóstolos representavam a mim, a você e a todo o povo de Deus como comunidade do Espírito. O milagre pode ser contínuo se acolhemos a Palavra e o gesto de Jesus. Lembro que quando o Senhor age, a Sua glória se manifesta. Os sinais têm como objetivo principal levar as pessoas à fé em Jesus e à Salvação.
Portanto, como mendigo do “pão do céu” corra para Jesus, o pão da Vida! E tendo encontrado a Ele, partilhe agora com seus irmãos tão sedentos da vida quanto você. Não esconda os talentos que Deus lhe deu.
Veja que Jesus estando presente faz a diferença, convida Seus discípulos a participarem do milagre. Primeiro, pela generosidade do garoto que havia trazido os pães e os dois peixes. Depois pela distribuição. Os discípulos são convidados a levar um pedaço de pão e peixe a toda aquela multidão. Como disse, Jesus tem poder para agir e estava decidido a alimentar aquela multidão faminta. Mas Ele quis contar com a cooperação dos Seus discípulos. Os discípulos de Jesus, hoje, somos eu e você. Ele, – assim como ontem – conta com a sua colaboração, sua ajuda e seu serviço.
É verdade que os talentos humanos têm os seus limites, mas para Jesus tudo é possível. Diante da presença e da autoridade de Cristo, os discípulos agora não argumentam nem discutem, mas obedecem! Perguntemo-nos: Será que nós, hoje, estamos com Jesus naquilo que Ele quer fazer usando nossos talentos?
Padre Bantu Mendonça

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 3,31-36)

Quinta-Feira, 5 de Maio de 2011
2ª Semana da Páscoa


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida.
35O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária

Acolher a Palavra que veio do céu

Mais uma vez estamos diante dos opostos, característicos de São João: céu e terra. Enquanto o homem Adão foi tirado da terra e por isso à terra pertence, o Homem Jesus vem do céu e por isso ao céu pertence. Suas palavras e ações são de onde Ele veio.
Neste texto de hoje, Jesus continua se dando a conhecer como sendo o único que veio do céu, que possui a vida e cuja Palavra supera todas as outras. Pois Ele somente fala do que viu e ouviu do Seu Pai, que está no céu. Quem aceita o Seu testemunho e crê n’Ele recebe o Espírito e tem a vida eterna, extraordinário e maravilhoso dom de Deus!
O evangelista nos convida, no dia de hoje, a olhar para Jesus acolhendo as Suas palavras e as transformando em um Evangelho vivo na nossa vida. Visto que são palavras de vida eterna. E se é verdade que fomos regenerados e renascidos na água e no fogo do Espírito – como diz São Pedro – devemos aspirar ao leite puro e espiritual, a fim de que por ele possamos crescer para a salvação.
Portanto, por Ele e n’Ele, toda a humanidade recebe – não por direito e por mérito, e sim por mera benevolência de Deus – a vida eterna, ontem, hoje e sempre!
Quem dera, meu irmão e minha irmã, se hoje ouvíssemos a Sua voz e não fechássemos os nossos corações, mas que os abríssemos profundamente para acolhermos a Sua Palavra e transformá-la no Evangelho vivo em nossa vida.
Acolhamos e acreditemos nas palavras d’Aquele que veio do céu. Pois em nenhum outro nome podemos ser salvos, senão no Nome de Jesus!

Padre Bantu Mendonça

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 3,16-21)

Quarta-Feira, 4 de Maio de 2011
2ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.
O Pai envia seu Filho unigênito por amor.

O tema central do Evangelho segundo João é a presença do próprio Filho de Deus no mundo, para que o mesmo seja salvo por Ele. Jesus é o único que desceu do céu para dar a vida eterna a todos que crerem n’Ele.
A Salvação, como foi projetada, está associada diretamente à redenção do homem, a qual equivale ao pagamento de um resgate por alguém escravizado e condenado graças à Encarnação do Verbo.
No prólogo do seu Evangelho, João nos mostra como Deus manifestou o Seu amor para conosco. A Palavra – que em Gênesis 1,1 criou todas as coisas, – veio habitar entre nós tomando a carne humana, pois a Encarnação do Filho de Deus se fez em um processo normal de gestação, embora a Sua concepção fosse por ação do Espírito Santo.
A condição humana é assumida por Deus desde o ventre materno de Maria. Em Jesus, o Filho de Deus, o humano se une ao divino e eterno. Quem crê em Jesus participa da Sua condição divina e eterna. Crer em Jesus é unir-se a Ele na prática da verdade, isto é, na prática de tudo aquilo que está conforme a vontade do Pai. É por isso que Lucas – descrevendo a vida da Igreja Primitiva – diz que os que abraçaram a fé tinham “um só coração e uma só alma”.
Quer dizer, o homem iluminado pela luz pascal se une totalmente a Cristo que se fez um com o Pai, cumprindo e fazendo a Sua vontade. N’Ele se opera um contraste. Porque, assim como Cristo vive, ele também viverá embora esteja ainda vivendo no seu corpo mortal. Estabelece-se, destarte os contrastes: vida e morte, luz e trevas frequentes no Evangelho segundo João. Trevas é ausência de luz. Aonde chega a luz, as trevas desaparecem. Assim também, a vida e a morte. Onde chega a vida, a morte desaparece. Na comunhão com Jesus, na prática da vontade de Deus, na verdade e na justiça, promovendo a vida plena para todos, goza-se da vida eterna.
Ao não encontrar na terra quem pudesse pagar, com a própria vida, o preço do resgate do homem de seus pecados, Deus enviou o Seu único Filho para que o fizesse, livrando, assim, a humanidade da condenação eterna. Desta forma, Deus dá prova do Seu amor para conosco: “Quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós” (Romanos 5,8).
Senhor, dai-me uma fé viva que me faça abandonar as trevas do meu coração e da minha mente, a fim de que iluminado pela vossa Palavra eu não morra nos meus pecados, mas sim, tenha a vida eterna.
Padre Bantu Mendonça

terça-feira, 3 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 14,6-14)

Terça-Feira, 3 de Maio de 2011
Ss. Filipe e Tiago, Apóstolos


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus disse a Tomé: 6“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes”. 8Disse Filipe: “Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!” 9Jesus respondeu: “Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Filipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: ‘Mostra-nos o Pai’? 10Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acre­ditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai, 13e o que pedirdes em meu nome, eu o realizarei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes algo em meu nome, eu o realizarei”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária

“Quem me vê, vê o Pai”

“Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta!” Esta foi a preocupação de Filipe no Evangelho de hoje e pode ser a de muitos diante de uma situação sem solução humanamente falando. Jesus, no quarto Evangelho, fala frequentemente da Sua relação com o Pai, da Sua união com Ele, pelo fato de ter sido enviado por Ele. Os discípulos, agora representados por Filipe, queriam algo mais: uma visão direta do Pai. E então, respondendo, Jesus Se lhes revela: “Eu estou no Pai e o Pai está em mim!” Sua essência com o Pai é a mesma. Ele é o eterno Filho de Deus. N’Ele, por Ele e para Ele, foram criadas todas as coisas.
Mas esse desejo estava em contradição com aquilo que já nos aparece no prólogo de João: A Deus jamais alguém o viu. O Filho Unigênito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem o deu a conhecer (Jo 1,18). Mas os discípulos não souberam reconhecer na presença visível do seu Mestre as palavras e as obras do Pai porque, para ver o Pai no Filho, é preciso acreditar na união recíproca que existe entre ambos. Só pela fé se reconhece a mútua imanência entre Jesus e o Pai. Por isso, a única coisa que havemos de pedir é a fé, esperando confiadamente esse dom. Jesus, ao apelar para a fé, apoia os Seus ensinamentos em duas razões: a Sua autoridade pessoal, tantas vezes experimentada pelos discípulos, e o testemunho das Suas obras.
A obra de Jesus, inaugurada pela Sua missão de revelador, é apenas um começo. Os discípulos hão de continuar a Sua missão de Salvação, farão obras iguais e mesmo superiores às Suas. Jesus quer mesmo dar coragem, aos Seus e a todos os que hão de acreditar n’Ele, para que se tornem participantes convictos e decididos na sua própria missão.
Jesus falou muito do Pai. Filipe entusiasmou-se e pediu a Jesus que lhe mostrasse o Pai. Mas o Senhor respondeu-lhe: “Quem me vê, vê o Pai”. Filipe queria ver o Pai, mas não conseguiu vê-lo em Jesus. Ao contemplar o Mestre ficou pela realidade externa, não conseguindo atingir o interior, a sua realidade íntima, com o olhar penetrante da fé. O verbo «ver», para João, indica duas ordens de realidades: a do sinal visível e o da glória do Verbo.
“Eu estou no Pai e o Pai está em mim”. Jesus é a revelação do amor, de um amor generoso que quer espalhar-se sem limites, que não tem ciúmes: “quem crê em mim também fará as obras que Eu realizo; e fará obras maiores do que estas”.
Pai, que eu saiba reconhecer-te na pessoa de Jesus, expressão consumada de teu amor misericordioso por todos os que desejam estar perto de Ti.
Padre Bantu Mendonça

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 3,1-8)

Segunda-Feira, 2 de Maio de 2011
Santo Atanásio


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

1Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, 2que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele”.
3Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. 4Nicodemos disse: “Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?”
5Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. 6Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espírito. 7Não te admires por eu haver dito: Vós deveis nascer do alto. 8O vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária

O arrependimento é essencial à verdadeira conversão.

 
Neste texto do Evangelho de hoje, temos o diálogo de Jesus com Nicodemos, que é um convite à conversão. Coloca em confronto as duas opções: aquele que crê e aquele que não crê, aquele que pratica o mal e ama as trevas e aquele que pratica a verdade e se aproxima da luz.
Jesus rejeitava, muitas vezes, àqueles que tentavam segui-Lo. A um jovem rico que buscava o Seu conselho, Ele replicou com palavras tão fortes que o homem foi embora entristecido, não disposto a segui-Lo a tão alto preço. A um importante líder religioso, Nicodemos, que vinha louvando Jesus, o Senhor respondeu abruptamente: “Você tem que nascer de novo, se quiser ao menos ver o reino de Deus!” Jesus pintava francamente as dificuldades de segui-Lo e rejeitava todos os que tentavam fazê-lo de forma inadequada. Cristo pregou sobre o tema: “Não pode ser meu discípulo”, discutindo abertamente a necessidade de calcular o custo antes de iniciar o discipulado.
Não porque o Senhor não quisesse seguidores. Ele veio ao mundo para buscar e salvar os perdidos. Ele estava profundamente comovido pelas multidões perdidas e ansiava pela conversão desta. Mas sabia que não seria fácil para os homens segui-Lo e que eles estariam inclinados a enganar-se a si mesmos, pensando que eram discípulos, quando não o eram de fato. O Senhor nunca deixou de declarar francamente o que a conversão real exige.
A troca de palavras entre Jesus e Nicodemos, neste Evangelho de hoje, é fascinante. Esse homem era um chefe religioso e se dirigiu ao Senhor louvando Seus ensinamentos e milagres. É difícil saber o que se passava na mente de Nicodemos, enquanto falava. Talvez estivesse esperando louvor, uma posição na administração de Jesus ou um voto de confiança pela obra que ele mesmo estava fazendo, como mestre em Israel. Mas a resposta surpreendente de Jesus foi: “Nicodemos, você precisa começar tudo de novo, se quiser entrar no reino de Deus”. Seja o que for que esse homem estivesse esperando, não era isso! A resposta de Jesus significa que toda a religião de Nicodemos, toda a sua atividade no ensino e toda a sua posição no Judaísmo eram sem valor em relação ao domínio de Deus.
Nós também precisamos ver que toda a nossa religião e nossa grandeza nada valem. As realizações do passado nada representam. Precisamos recomeçar tudo novamente para sermos capazes de entrar num relacionamento com Deus.
Mas, para isso, basta olhar para o que Jesus ensinou. Para Ele é loucura começar um projeto sem entender primeiro o que será exigido para terminá-lo. Ele ilustrou isso com a ideia de um homem que começou a construir uma torre, mas loucamente se esqueceu de fazer um orçamento para determinar se teria fundos para completá-la e, assim, teve que parar no meio do projeto. A verdadeira conversão necessita de um cuidadoso exame do estilo de vida que Deus espera do convertido.
O arrependimento, que é essencial à verdadeira conversão, envolve morte ao pecado. A Bíblia o compara à morte e ressurreição de Cristo. Tem que haver uma mudança de estilo de vida radical. A Bíblia usa termos como “matar o velho homem” e “revestir-se com o novo homem”, e descreve com minúcias as mudanças exatas que precisam ser feitas. Maus hábitos — embriaguez, imoralidade sexual, ira, ganância, orgulho, etc. — precisam ser eliminados da própria vida, ao passo que devem ser acrescentados o amor, a verdade, a pureza, o perdão e a humildade. Este é o resultado do arrependimento.
Muitas pessoas tentam ser convertidas e converter outras, sem arrependimento. Elas ensinam um Cristianismo “indolor”, que não exige sacrifício. E salientam as emoções, a felicidade e as bênçãos, porém, pensam pouco sobre as mudanças reais que a conversão exige na vida diária da pessoa. Entendamos isto claramente: não há conversão sem transformação. Aquele que acreditou e foi batizado, aquele que até mesmo foi aceito na Igreja e participa fielmente das atividades religiosas, mas que não se arrependeu, não é salvo. O arrependimento é um compromisso sério, determinado, para mudar a própria vida.
Para tomar parte realmente na Ceia do Senhor, a pessoa necessita nascer de novo, no poder da água e do Espírito Santo. Ela precisa executar o ato certo, pelo motivo certo, sendo uma discípula fiel de Cristo.
Padre Bantu Mendonça

domingo, 1 de maio de 2011

Homilia Diária.

Jesus é Senhor e Deus!


No texto anterior ao de hoje, Maria Madalena trouxe a notícia da Ressurreição aos discípulos incrédulos. Agora, é o próprio Jesus que aparece a eles. Não há reprovação nem queixa nas Suas palavras, apesar da infidelidade de todos eles, mas somente a alegria e a paz que já havia prometido no último discurso. Duas vezes Jesus proclama o Seu desejo para a comunidade de Seus discípulos – “A paz esteja com vocês”.
O nosso termo “paz” procura traduzir – embora de uma maneira inadequada – o termo hebraico “Shalom”, que é muito mais do que “paz” conforme o nosso mundo a compreende. O “Shalom” é a paz que vem da presença de Deus, da justiça do Reino, e não das armas.
Jesus não promete a “paz do comodismo”, pelo contrário, envia os Seus discípulos à missão árdua em favor do Reino. Contudo, Ele promete o “Shalom”, pois nunca abandonará a quem procura viver na fidelidade ao projeto de Deus. Jesus soprou sobre os discípulos, – como Deus fez sobre Adão quando infundiu nele o espírito de vida – e os recria com o Espírito Santo.
Normalmente, imaginamos o Espírito Santo descendo sobre os discípulos em Pentecostes, como Lucas descreve em Atos. Mas esse acontecimento é a descida oficial e pública do Espírito para dirigir a missão da Igreja no mundo. Para João, o dom do Espírito, que da sua natureza é invisível, flui da glorificação de Jesus, da Sua volta ao Pai. O dom do Espírito – neste texto – tem a ver com o perdão dos pecados.
Mais uma vez, num domingo, Jesus aparece aos discípulos. Desta vez, Tomé está presente.
Em Tomé, vejo a mim e a você quando – diante dos sofrimentos e tribulações da vida – vacilamos e quando duvidamos do poder do Cristo Ressuscitado. Todavia, como Jesus fez e disse a Tomé, Ele também faz e diz para nós. Primeiro, fortalece nossa fé e depois nos torna felizes, por acreditarmos sem O termos visto: “Felizes os que acreditam sem Me terem visto”.
Essa é muitas vezes a realidade da nossa fé – acreditar, contra todas as aparências, que o bem é mais forte do que o mal, a vida do que a morte, o “Shalom” do que a prepotência. Somente uma fé profunda e uma experiência da presença do Cristo Ressuscitado vai nos dar essa firmeza.
Tomé confessa Jesus nas palavras que o Salmista usa para Javé no Salmo 35,23. No primeiro capítulo do Evangelho de João, os discípulos deram a Jesus uma série de títulos que indicaram um conhecimento crescente de quem Ele era. Aqui, Tomé lhe dá o título final e definitivo: Jesus é Senhor e Deus!
Essa deve ser a minha e a sua atitude: confessar plenamente que Jesus é o Senhor! Ele, o Príncipe da Paz.
Padre Bantu Mendonça

sábado, 30 de abril de 2011

LITURGIA DIÁRIA - (Marcos 16,9-15)

Sábado, 30 de Abril de 2011
Oitava da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

9Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. 10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. 11Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar.
12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. 13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. 14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado.
15E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária

Não profane o dia do Senhor!

O Evangelho de Marcos termina com as mulheres junto ao túmulo vazio e o anúncio da Ressurreição de Jesus Cristo pelos anjos. Jesus presente pede que os discípulos partam para a Galileia. Hoje, Jesus aparece aos onze discípulos e os envia em missão a fim de anunciarem o Seu Reino de amor e de paz, fazendo todos os homens e mulheres discípulos. Oito dias depois Ele aparece de novo.
Quero de modo muito especial destacar o dia em que acontece a missão: domingo bem cedo. É o primeiro dia da semana e, portanto, dia do trabalho. Mas que tipo de trabalho? É o dia que para nós Deus refez tudo de novo. Nova terra e novos céus tiveram início com a vitória do Mestre sobre a morte. Dia do poder salvador de Deus.
O domingo tem de ser para nós o dia de Jesus Ressuscitado, que nos enche de esperança e de coragem para enfrentar os trabalhos e amarguras da semana. É o dia de retemperar as forças, ou seja, “recarregar as baterias” para que produzam mais luz, para que participemos da Celebração da Paixão-Morte-Ressurreição de Jesus. E é festa tão grande que celebramos todas as semanas. Cada domingo é dia de Páscoa, é dia de Jesus Ressuscitado. É o dia do Senhor, como exprime a palavra “domingo”. É passagem e a festa da alegria. É a vitória de Jesus sobre o pecado, sobre o demônio.
No entanto, o tempo em que vivemos o dia do Senhor tem sido profanado por trabalhos indevidos. É profanado pelas faltas à Santa Missa por parte de tantos cristãos. Por muitos que se divertem à maneira dos pagãos ou que se encharcam de álcool nesse dia. A você eu me dirijo: Como você e os seus vivem o domingo, dia do Senhor? Como pagãos ou como cristãos?
As pessoas se esquecem de que é o dia do Senhor e que Ele está aqui, agora, no meio de nós como há dois mil anos. Está vivo e ressuscitado!
O domingo há de ser dia de caridade, visitando os doentes, os idosos, os familiares. Dando mais atenção aos filhos ou aos pais. Ele é o dia de viver na íntegra as palavras do Mestre: “Ide ao mundo inteiro e pregai o Evangelho a todos os povos“. Cabe também a nós este anúncio e testemunho do Reino de Deus presente no nosso meio ao longo dos séculos.

Padre Bantu Mendonça

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Liturgia Diária - (João 21,1-14)

Sexta-Feira, 29 de Abril de 2011
Oitava da Páscoa


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: 2Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros discípulos de Jesus.
3Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. 4Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. 5Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”.
6Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e acha­reis”. Lançaram pois a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. 7Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar.
8Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. 9Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 10Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”.
11Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. 12Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor.
13Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 14Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Liturgia Diária - (Lucas 24,35-48)

Quinta-Feira, 28 de Abril de 2011
Oitava da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 35os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!”
37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”.
40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava con­vosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”.
45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária

Jesus nos transmite a verdadeira paz

Depois de Jesus ter aparecido a Maria Madalena e ter dado ordens para que os Seus discípulos partissem para a Galileia e após o encontro de Jesus Ressuscitado com os dois discípulos – na estrada de Emaús, – Ele finalmente aparece ao grupo dos apóstolos para lhes dissipar as dúvidas e fortalecer a fé, pois a comunidade estava vacilando em sua fé – as perseguições estão no horizonte, ou até acontecendo; o primeiro entusiasmo diminuiu, os membros estão cansados da caminhada e perdendo de vista a mensagem vitoriosa da Páscoa. Parece mais forte a morte do que a vida, a opressão do que a libertação, o pecado do que a Graça. E, então, Jesus aparece e lhes diz: A PAZ ESTEJA CONVOSCO.
Prova-lhes a Sua autêntica Ressurreição e lhes confirma na paz. Ele é a paz em plenitude, a paz da participação na vida eterna do Pai, para todos.
E para que Suas palavras não fiquem somente no ar, mostra-lhes as mãos, o peito e os pés rasgados: “Vede minhas mãos e meus pés; porque sou eu mesmo! Apalpai-me e vede que um espírito carne e ossos não tem, como me vedes tendo”. Estas palavras indicam que Jesus se apresentou como um homem normal com a mesmas características que tinha na vida mortal que os discípulos tão bem conheciam. Daí que podemos traduzir livremente por “sou o mesmo que vocês conhecem, não é outra pessoa a que estais vendo”. E em vista disso, anima-lhes a apalpar Seu corpo e a ver mãos e pés que estavam com os sinais das chagas.
Se estas palavras têm algum sentido histórico, ele é o de manifestar que Jesus está vivo, que a morte não o venceu, que a vida do além pode ter momentos em que se parece com a vida anterior como se esta seguisse e aquela fosse uma continuação. Sobre o modo de pensar de alguns teólogos que dizem que a ressurreição é uma forma de vida só espiritual, vemos como Jesus se manifesta em corpo vivo e que não existe sentido em afirmar que só o espírito vive e o corpo como que se destrói e não alcança a nova vida.
Como afirma o Catecismo, é impossível interpretar a Ressurreição de Cristo fora da ordem física e não reconhecê-la como um fato histórico, pois o corpo ressuscitado é o mesmo que foi martirizado e crucificado, ele traz as marcas de Sua Paixão. Não constitui uma volta à vida terrestre como foi o caso de Lázaro, visto que seu corpo possui propriedades novas que o situam além do tempo e do espaço. Ele passa de um estado de morte para uma outra realidade. Ele, participando da vida divina no estado de Sua glória, de modo que Paulo pode chamar a Cristo de o Homem Celeste. É por isso que Ele tem o poder de transmitir para nós a verdadeira Paz. Assim, como ontem, Jesus continua dizendo: A PAZ ESTEJA CONVOSCO!
Padre Bantu Mendonça

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Liturgia Diária - (Lucas 24,13-35)

Quarta-Feira, 27 de Abril de 2011
Oitava da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.

13Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.
15Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?
19Ele perguntou: “Que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Naza­reno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.
25Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.
28Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem che­gando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.
31Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

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