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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Litugia Diária - Santo do Dia

(Mateus 13,44-46)

Terça-Feira, 23 de Agosto de 2011
Santa Rosa de Lima


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 44“O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor. 

Assim como dentro de nós estão os sentimentos ruins e inimigos, também é dentro de nós que o Reino dos Céus acontece. Ele é como um tesouro que está escondido dentro do nosso coração no meio do campo da nossa humanidade ou uma pérola preciosa que é buscada por nós e que precisa ser encontrada.
Quando nós descobrimos que dentro de nós há a riqueza do Reino de Deus, do amor do céu, aos poucos vamos substituindo o que estava em nós – as outras coisas que nos prendiam na vida e que são nossas inimigas – e vamos nos apossando da riqueza que gera amor, paz, alegria, consolo, fortaleza, mansidão, compreensão, esperança, vitória, felicidade, mesmo em meio às dificuldades.
É o que significa “vender tudo o que se tem e, com alegria, comprar o campo” – nosso corpo! – que possui um tesouro escondido, pois, como diz São Paulo, o corpo humano é o templo do Espírito Santo de Deus (cf. I Cor 6,19).
Nosso corpo só pode ficar cheio de ódio por obra do diabo, que, por atitudes e pensamentos amargos, consegue se infiltrar no ser humano. Descoberto o tesouro escondido em nós conseguimos nos livrar do poder dele. Aliás, é somente pelo poder do Nome de Jesus que este ódio será expulso e acontecerá a plenificação do Reino de Deus em nós.
Este Reino de Deus é conversão, é mudança, é transformação firme e gradual que vai se manifestando por meio do nosso modo de ser e de agir dentro do mundo, do Brasil, de cada Estado, cidade, casa e do nosso próprio coração. Porque ficamos mais alegres e felizes quando sentimos as primeiras demonstrações do Reino de Deus em nós, percebemos também que o dom da misericórdia acompanha a nossa caminhada e as nossas ações. Então, nos tornamos pessoas mais compreensivas, mais amorosas e mais comunicativas.
Não se esqueça de que a conversão exige a fé. Esta, por sua vez, exige a adesão ao Evangelho. Assim começa o Reino de Deus, conforme Jesus anunciou e nos mandou seguir: “O Reino de Deus já está no meio de vós e eu vim a este mundo para instaurá-lo” (cf. Lc 17,21 e Mc 1,38). Só que este Reino está escondido. É preciso descobri-lo e, uma vez descoberto, nos convertermos a ele conforme a exigência de Jesus: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).
Para seguir numa conversão – segundo o plano que Jesus traça – é preciso deixar tudo e abraçar essa vida nova que Ele chama de “um tesouro” ou “uma pérola”. Pensemos, por exemplo, no amor à verdade, na prática da humildade, na caridade que se deve ter para com o próximo. Tudo isso é a pérola que encontramos no ensinamento de Cristo. Esse ensinamento é radical.
A conversão nos orienta para os valores eternos, sem nos esquecermos dos valores terrenos. Portanto, a pessoa convertida é mais gente, porque valoriza o que possui de humano, em vista do divino.
Você já sente as primícias do Reino de Deus? Você já tem vislumbrado a pérola e o tesouro que tem no seu coração? Onde está o Reino dos Céus? Quais são os sentimentos que você guarda no seu coração?
Padre Bantu Mendonça

Santa Rosa de Lima


Santa Rosa de Lima Para todos nós, hoje é dia de grande alegria, pois podemos celebrar a memória da primeira santa da América do Sul, Padroeira do Peru, das Ilhas Filipinas e de toda a América Latina. Santa Rosa nasceu em Lima (Peru) em 1586; filha de pais espanhóis, chamava-se Isabel Flores, até ser apelidada de Rosa por uma empregada índia que a admirava, dizendo-lhe: "Você é bonita como uma rosa!".

Rosa bem sabia dos elogios que a envaideciam, por isso buscava ser cada vez mais penitente e obedecer em tudo aos pais, desta forma, crescia na humildade e na intimidade com o amado Jesus. Quando o pai perdeu toda a fortuna, Rosa não se perturbou ao ter que trabalhar de doméstica, pois tinha esta certeza: "Se os homens soubessem o que é viver em graça, não se assustariam com nenhum sofrimento e padeceriam de bom grado qualquer pena, porque a graça é fruto da paciência".

A mudança oficial do nome de Isabel para Rosa ocorreu quando ela tomou o hábito da Ordem Terceira Dominicana, da mesma família de sua santa e modelo de devoção: Santa Catarina de Sena e, a partir desta consagração, passou a chamar-se Rosa de Santa Maria. Devido à ausência de convento no local em que vivia, Santa Rosa de Lima renunciou às inúmeras propostas de casamento e de vida fácil: "O prazer e a felicidade de que o mundo pode me oferecer são simplesmente uma sombra em comparação ao que sinto".

Começou a viver a vida religiosa no fundo do quintal dos pais e, assim, na oração, penitência, caridade para com todos, principalmente índios e negros, Santa Rosa de Lima cresceu na união com Cristo, tanto quanto no sofrimento, por isso, tempos antes de morrer, aos 31 anos (1617), exclamou: "Senhor, fazei-me sofrer, contanto que aumenteis meu amor para convosco".

Foi canonizada a 12 de abril de 1671 pelo Papa Clemente X.

Santa Rosa de Lima, rogai por nós!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Graça e paz amados sentinelas!
“O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o pleno cumprimento da lei.” (Rom 13,10)
Amados irmãos, nesta mensagem quero me dedicar a expor para vós aquilo que meu coração entende como a real motivação para qualquer missão: o amor! Somente o amor pode sustentar uma missão, seja qualquer que seja. E mais, somente o amor pode fazer com que essa missão seja realizada com fidelidade à vontade de Deus, porque Deus é amor e quem não ama não conhece a Deus. (I Jo 4,8)
Enquanto jovens de Cristo, compondo esse exército de Deus chamado MINISTÉRIO JOVEM, somos chamados a proporcionar um encontro pessoal entre Deus e os jovens que precisam ainda ouvir a essa voz apaixonada que diz: “Porque és precioso aos meus olhos, porque te aprecio e TE AMO! (Is 43, 4a)
O Senhor tem construído uma personalidade na juventude carismática que não podemos deixar de observar. Nós somos chamados e sempre seremos chamados a sermos sentinelas da manhã, mas jamais o seremos se não formos apóstolos da efusão do Espírito Santo, se não assumirmos o chamado de sermos profetas do amor! As moções proféticas não são para um ano, são para a vida. Eu posso ter começado a ser profeta do amor em um ano, mas não posso parar por ali, todo chamado de Deus é permanente, seu chamado e sua unção são irrevogáveis (Rom 11, 29)
A nossa personalidade carismática, podemos chamar assim, nos convoca à combatividade profética, à ousadia, à santidade, mas, sobretudo, ao amor! Somos chamados a amar, pois somente o amor vai dar força á nossa missão. Sei que muitos de nós encontramos dificuldades nos seus grupos de oração, para montar o ministério, para iniciar as atividades. Mas não devemos esperar sermos acolhidos para amar, precisamos sobretudo amar, e então os frutos com certeza virão. Somente o amor tudo suporta (I Cor 13, 7), somente o amor nos leva além. Por isso exclama Santo Agostinho: “Ame e faça o que quiser!” O amor nunca pode nos levar ao mal, por isso, quem ama age sempre em busca do bem, sempre em busca da vontade de Deus. Quem ama é forte, porque age movido pelos sentimentos de Deus!
Amados sentinelas, sei que temos muitas dificuldades, mas vos chamo a amar, mesmo em meio às tristezas, amar, para poder ver além do que os olhos mostram amar para perceber mais o que a humanidade percebe, e sim aquilo que Deus mostra. Amemos jovens, e anunciemos esse amor. Amemos jovens, porque o amor vem de Deus! (I Jo 4, 7)

Carlos Maximiliano
Coordenador Estadual Do Ministério Jovem RCC/ES
Grupo de oração Poder de Deus


http://www.ministeriojovem-es.com/coordena/index.php  

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 15,1-8)

Quarta-Feira, 25 de Maio de 2011
5ª Semana da Páscoa
A- A+


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. 2Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. 3Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. 4Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim.
5Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. 6Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. 7Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. 8Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 14,27-31a)

Terça-Feira, 24 de Maio de 2011
5ª Semana da Páscoa


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 27“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. 28Ouvistes que eu vos disse: ‘Vou, mas voltarei a vós’. Se me amásseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu. 29Disse-vos isto agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis.
30Já não falarei muito con¬vosco, pois o chefe deste mundo vem. Ele não tem poder sobre mim, 31amas, para que o mundo reconheça que eu amo o Pai, eu procedo conforme o Pai me ordenou”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 14,21-26)

Segunda-Feira, 23 de Maio de 2011
5ª Semana da Páscoa




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.


Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 21“Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele”. 22Judas – não o Iscariotes – disse-lhe: “Senhor, como se explica que te manifestarás a nós e não ao mundo?” 23Jesus respondeu-lhe: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada. 24Quem não me ama não guarda a minha palavra. E a palavra que escutais não é minha, mas do Pai que me enviou. 25Isso é o que vos disse enquanto estava convosco. 26Mas o Defensor, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito.




- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Como saber se somos luz?

“Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor: comportai-vos como verdadeiras luzes. Ora, o fruto da luz é bondade, justiça e verdade. Procurai o que é agradável ao Senhor, e não tenhais cumplicidade nas obras infrutíferas das trevas; pelo contrário, condenai-as abertamente. Porque as coisas que tais homens fazem ocultamente é vergonhoso até falar delas. Mas tudo isto, ao ser reprovado, torna-se manifesto pela luz."  Ef 5, 8-13
Proceder dos filhos de Deus
Nós costumamos ler esta passagem para justificar a nossa atitude ao denunciar as coisas erradas que os outros fazem, porém esquecemos um detalhe muito importante: só quem é luz pode lançar luz sobre as circunstâncias e sobre os outros. Se a treva tem a pretensão de lançar luz, ela só lançará mais trevas, gerará confusão, discussões, julgamentos arbitrários e divisões.
Como saber se somos luz?  Como saber se temos autoridade espiritual para denunciar o erro? Essa passagem de Efésios nos esclarece, ao dizer: o fruto da luz é bondade, justiça, verdade. Se estivermos agindo com bondade, realmente querendo a edificação dos outros e não estamos agindo por vingança, por despeito, para ver os outros se darem mal, então estamos na luz. Se estivermos agindo com base na verdade e não nos boatos, nas suposições, nos preconceitos, então estamos na luz. Se formos justos, dando aos outros o direito que eles têm à dignidade e ao respeito, então estamos na luz. Estamos na luz quando seguimos os ensinamentos daquele que á a Luz, a Verdade, a Vida, quando o amamos e colocamos sob seu Senhorio toda a nossa vida.
Devemos denunciar as obras das trevas, não nos calarmos, mas lembremos: a luz só se derramará sobre a situação denunciada se nós formos luzes. Para os seguidores de Jesus Cristo é assim, tudo deve ser feito com coerência de vida e testemunho, com profunda adesão ao evangelho e com temor de Deus.
ORAÇÃO: Senhor, envia teu Espírito para santificar as motivações do meu coração e as justificativas que eu dou para fazer as coisas. Que eu possa sempre ter como justificativa dos meus atos o desejo de fazer a tua vontade, segundo a tua Palavra e os teus ensinamentos. Que o Espírito Santo revelador venha em todos os momentos me revelar como a tua Palavra se coloca diante das situações e explica os acontecimentos. Amém.

Liturgia Diária - (João 14,1-6)

Sexta-Feira, 20 de Maio de 2011
4ª Semana da Páscoa


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1“Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2Na casa de meu Pai, há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4E para onde eu vou, vós conheceis o caminho”.
5Tomé disse a Jesus: “Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” 6Jesus respondeu: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

O conforto para a alma está em Jesus Cristo


Antes de Sua partida para o céu, Jesus confortou Seus discípulos para que não se preocupassem. O mesmo Ele faz neste Evangelho de hoje: Cristo nos dirige palavras de conforto diante das tantas dificuldades pelas quais passamos: situações de traição, abandono, desconfiança, injustiças, calúnias, fofocas, doenças, desemprego, complicada situação financeira. Ele revela que jamais nos abandona.
O nosso Deus é um Deus presente. É preciso viver a certeza de que Ele está no meio de nós, dando-nos forças e coragem para que a cada dia avancemos seguindo rumo à meta
. Sabemos que o caminho é duro demais. E, muitas vezes, parece “não ter fim”. Então, achamos que o melhor a ser feito é sentar e desistir. Todavia, meu filho, minha filha, o mérito, a vitória e o segredo, ou seja, o trunfo de tudo isso está em saber que, enquanto caminhamos, deve-se ecoar dentro de nós as santas palavras de Jesus: “Não se perturbe o vosso coração. Creiam em Deus e creiam também em mim”.
Com Jesus e por Jesus somos mais do que vencedores. O Senhor é a única solução em nossa vida. Ele é o caminho que nos conduz à casa do Seu e nosso Pai. Quero relembrar a figura da porta: Jesus é a porta de entrada para a casa do Pai.
Se com fé, confiança e perseverança você clamar por Jesus, Ele virá erguê-lo ainda que você se encontre “no fundo do poço”, pois com o Senhor e pela força da oração tudo pode ser mudado.
Isto não são falácias nem sofismas. Quem nos garante é o próprio Cristo: “Quando eu for e preparar um lugar para vocês, voltarei e os levarei comigo para que onde eu estiver vocês estejam também”.
Na dúvida de São Tomé, Jesus já respondeu a minha e a sua dúvida. Portanto, creia! Professe a sua fé n’Ele, que é “o Caminho, a Verdade e a Vida” e que nos conduz até Deus, nosso Pai.


Padre Bantu Mendonça

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 13,16-20)

Quinta-Feira, 19 de Maio de 2011
4ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Depois de lavar os pés dos discípulos, Jesus lhes disse: 16“Em verdade, em verdade vos digo: o servo não está acima do seu senhor e o mensageiro não é maior que aquele que o enviou. 17Se sabeis isto, e o puserdes em prática, sereis felizes.
18Eu não falo de vós todos. Eu conheço aqueles que escolhi, mas é preciso que se realize o que está na Escritura: ‘Aquele que come o meu pão levantou contra mim o calcanhar’. 19Desde agora vos digo isto, antes de acontecer, a fim de que, quando acontecer, creiais que eu sou.
20Em verdade, em verdade vos digo, quem recebe aquele que eu enviar, me recebe a mim; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Jesus, o Bom Pastor, manifesta a ternura do Pai

Jesus nos responde “Eu sou o Bom Pastor”. Entendamos na palavra “bom” o sentido de “modelo a ser seguido”. E então teremos a resposta certa. Jesus é o modelo de pastor, o Pastor ideal.
O verdadeiro pastor é aquele que presta o seu serviço por amor e não por dinheiro. Ele não está apenas interessado em “cumprir o contrato”, mas em fazer com que as ovelhas tenham vida e se sintam felizes. Sua prioridade é o bem das ovelhas que lhe foram confiadas. Por isso, ele arrisca tudo em benefício do rebanho e está, até, disposto a dar a própria vida por elas, porque as ama. Nele as ovelhas podem confiar, pois sabem que ele não defende interesses pessoais, mas os interesses do seu rebanho. Você que é presidente, governador, político, bispo, sacerdote, diácono, consagrado, catequista, casado, pai – e assim por diante – como tem sido um bom pastor para as ovelhas que lhe foram confiadas por Deus?
O bom pastor dá a sua vida. Ouvimos bem claro hoje Jesus dizendo isso para nós. Isso requer que estejamos conscientes da nossa tarefa, do nosso dever. Lembro a você que ao dar a vida, Jesus está consciente de que não perde nada. Quem gasta a vida ao serviço do projeto de Deus, não perde a vida, mas está a construir – para si e para o mundo – a vida eterna e verdadeira. O seu dom não termina em fracasso, mas em glorificação. Para quem ama, não há morte, pois o amor gera vida verdadeira e definitiva.
O bom pastor dá a vida por suas ovelhas. Jesus se apresenta como o Bom Pastor, modelo de pastor ideal em polêmica com os sumos sacerdotes e mestres da Lei, denunciando o modo como o povo era tratado por seus líderes. Diferentemente do mercenário, como bem nos escreve João, que não se importa com as ovelhas, Jesus é aquele que vive para os Seus. Ele conhece e dá a Sua vida para que tantos tenham vida. Por isso, o Pai O ama e concede a Ele o poder de tirá-la e recebê-la. “Ninguém tira a minha vida, Eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; essa é a ordem que recebi do meu Pai” (Jo 10,18).
Essa missão é marcada por uma relação pessoal e íntima com as ovelhas, conhece a cada uma, fruto do amor-doação. Mas, ao mesmo tempo, não se limita às fronteiras de Israel: “Tenho também outras ovelhas…”. Seus cuidados de Pastor destinam-se a levar vida a todos os povos da terra.
Em Jesus realiza-se a ação do Pai, n’Ele e por Ele a Salvação chega ao universo, como Lucas reconhece nos Atos dos Apóstolos: “Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos”.
Em Jesus recebemos o grande presente do Pai: somos todos considerados filhos de Deus. Desta consciência deve nascer toda a nossa alegria e esperança. Se o mundo em que vivemos nos revela que perdeu o seu sentido de ser, estando entregue à violência, à corrupção exagerada e ao consumismo desenfreado, nós – eu e você – temos o grande compromisso de nos empenharmos nesta luta por ver triunfar, neste mundo, o amor.
A entrega de Jesus não é um “acidente” ou uma “inevitável fatalidade”, mas um gesto livre de alguém que ama o Pai e ama os homens e escolhe o amor até as últimas consequências. O dom de Cristo Ressuscitado é um dom livre, gratuito e generoso. Em Sua decisão de oferecer livremente a vida por amor, manifesta-se o Seu amor pelo Pai e pelos homens.
Neste dia, louve e agradeça a Deus porque Ele é bom, pois, em Jesus – o Bom Pastor – manifesta-se a ternura do Pai que quer nos conduzir.

Padre Bantu Mendonça

Liturgia Diária - (João 10,11-18)

Segunda-Feira, 16 de Maio de 2011  
4ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus: 11“Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida por suas ovelhas.
12O mercenário, que não é pastor e não é dono das ovelhas, vê o lobo chegar, abandona as ovelhas e foge, e o lobo as ataca e dispersa. 13Pois ele é apenas um mercenário e não se importa com as ovelhas.
14Eu sou o bom pastor. Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, 15assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai. Eu dou minha vida pelas ovelhas.
16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil: também a elas devo conduzir; escutarão a minha voz, e haverá um só rebanho e um só pastor.
17É por isso que meu Pai me ama, porque dou a minha vida, para depois recebê-la novamente. 18Ninguém tira a minha vida, eu a dou por mim mesmo; tenho poder de entregá-la e tenho poder de recebê-la novamente; esta é a ordem que recebi de meu Pai”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

domingo, 15 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 10,1-10)

Domingo, 15 de Maio de 2011
4º Domingo da Páscoa




— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo João.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, disse Jesus: 1“Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos”.
6Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7Então Jesus continuou: “Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

sábado, 14 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 15,9-17)

Sábado, 14 de Maio de 2011
São Matias, Apóstolo

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 9Como meu Pai me amou, assim também eu vos amei. Permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como eu guardei os mandamentos do meu Pai e permaneço no seu amor.
11E eu vos disse isto, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja plena. 12Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem amor maior do que aquele que dá sua vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, pois o servo não sabe o que faz o seu senhor. Eu vos chamo amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.
16Não fostes vós que me es¬colhestes, mas fui eu que vos escolhi e vos designei para irdes e para que produzais fruto e o vosso fruto permaneça. O que então pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo concederá. 17Isto é o que vos ordeno: amai-vos uns aos outros.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 6,22-29)

Segunda-Feira, 9 de Maio de 2011
3ª Semana da Páscoa


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos.
23Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum.
25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.


- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária

A Eucaristia é vida e compromisso.


Toda pessoa sabe que, se não comer, ela morre. Há um ditado popular que diz: “saco vazio não para em pé”. Sabe também que, quem come pouco ou passa fome, fica desnutrido, fraco e muito mais propenso a doenças e até à morte.
Comer o pão e beber o vinho é, em primeiro lugar, viver. É fácil perceber o que o Senhor quis nos ensinar, ao usar este símbolo: assim como sem comida, até o mais forte dos corpos definha e morre, assim também até o maior dos santos, sem a Eucaristia, não consegue se sustentar.
Durante todo o Evangelho, podemos perceber a importância que Cristo dá às refeições. Várias vezes, Ele come com os fariseus, com os publicanos, com os pecadores.
Durante as refeições, o Senhor ensinava e exortava. Por isso, nada mais natural do que escolher uma refeição para nela instituir a Eucaristia (Jo 13,2). A palavra “Koinonia”, significa comunhão. São pessoas que estão juntas, partilhando, comungando da mesma refeição.
Na família, o momento da refeição é o momento de reunião, de troca, de se por os assuntos em dia. É nesses momentos que a união da família se solidifica. Quando queremos confraternizar numa festa, sempre existe refeição para se partilhar. Quando queremos aumentar nossa intimidade com alguém, convidamos para comer juntos. Se tudo isto é verdadeiro para simples refeições diárias, quanto mais será para a refeição eucarística compartilhada. É nessa mesa do Pão vivo que se opera a unidade real e misteriosa da Igreja. (I Cor 10,16-17)
A Eucaristia é sacramento da unidade. Ela une a Igreja em torno de Cristo, de Seu sacrifício. A Igreja “comunga” com Ele. Torna-se o corpo de Cristo, unindo-se como células, que recebem o mesmo alimento, e são purificadas pelo mesmo sangue. Assim como o pulmão difere do intestino na sua anatomia e função, – mas ambos são essenciais e pertencentes ao mesmo corpo, – nós também, embora sendo diferentes uns dos outros, somos membros de Cristo pelo batismo. Uma só fé, um só batismo, um só Espírito. Esta é a essência da unidade, operada e mantida pela comunhão do Corpo e Sangue de Cristo.
Que pelo conhecimento que o Senhor nos dá do valor da Eucaristia, puro dom de Deus para a nossa salvação, possamos participar dela, com novo ânimo, de maneira a sermos curados, libertos e restaurados. E, assim comprometidos, partilhá-la com nossos irmãos.
Por tudo que disse posso concluir e afirmar sem medo de errar: a Eucaristia é vida e compromisso. É partilha e serviço.
Padre Bantu Mendonça

sábado, 7 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 6,16-21)

Sábado, 7 de Maio de 2011
2ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

16Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles.
18Soprava um vento forte e o mar estava agitado. 19Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros, quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo.
20Mas Jesus disse: “Sou eu. Não tenhais medo”. 21Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária

"Sou eu. Não tenhais medo"

Para interpretar com fidelidade a passagem de hoje, temos que usar o simbolismo, pois, sem ele, a narrativa parece ser um sucesso normal em que um homem se revela com poder especial sobre a natureza.
Em primeiro lugar, Jesus deixa Seus apóstolos sozinhos, à noite, no meio do mar que, por seu estado de turbulência, aparece como representante do mal, dominado pelo maligno. Por outro lado, a barca, com tudo o que na hora representava o Reino de Deus, era realmente uma pequena semente de mostarda. Sem Jesus, o vento contrário a domina e a impede de chegar a seu destino. Não adianta o esforço dos remos porque a vela, com o vento contra, não pode ser usada. E esse vento não é humano.
Aparentemente, os discípulos estavam sós. Mas, na realidade, Jesus estava ali seguindo-os e muito próximo deles. Para eles, o Senhor, como a visão do espectro, parecia como alguém saído das profundezas do mar, era um espírito maligno que os atormentava e produzia o vento furioso que impedia seu avanço. Somente as palavras amigas do Mestre logram acalmar os nervos e aportam a tranquilidade e sossego necessários. Era Ele o Amigo mais do que o Mestre, o forte no momento da fragilidade; Ele, e unicamente Ele, traria a solução do problema que os afligia.
Pedro, uma vez mais, se mostra impetuoso e mais confiante do que seus companheiros. Não só reconhece o Mestre como também quer participar desse poder de estar acima do mal, representado pelas águas turbulentas do mar. Ele sabe que o poder de Jesus não é unicamente pessoal, mas atinge igualmente seus mais íntimos amigos e reconhece na prática o que ele dirá mais tarde: “Em ti unicamente eu confio, pois cremos e reconhecemos que Tu és o Santo do Deus!”, que melhor podemos traduzir por “o Ungido de Deus”.
Porém, sempre existe a dúvida e a indecisão após tomar uma atitude valente e corajosa. O vento e o mar agitado abalam a fé e a confiança de Pedro. E unicamente a resposta de Jesus, diante da súplica angustiada do apóstolo, restabelece a situação e o salva. A oração de Pedro é o grito que deverá salvar muitas vidas do fracasso total: “Senhor, salva-me!” Nela encontramos a força que nos falta e a fé que a procura.
O trecho de hoje está escrito precisamente para demonstrar que a transcendência e independência de Jesus, manifestada com Suas palavras e Seu proceder diante das leis e costumes tradicionais e perante as leis físicas da natureza, revelam Seu domínio absoluto sobre as crenças e Seu senhorio total – como Criador e não como criatura – sobre os acontecimentos, de modo que a nossa resposta de hoje não pode ser outra que a dos que estavam no barco: “Verdadeiramente, Tu és o Filho de Deus!
Padre Bantu Mendonça

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Liturgia Diária - (João 6,1-15)

Sexta-Feira, 6 de Maio de 2011
2ª Semana da Páscoa

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Homilia Diária

O Pão que alimenta a nossa alma

Nosso Senhor sabe que o caminho é longo, sabe que somos fracos. É o que vemos no Evangelho de hoje: Jesus tem compaixão daquele povo que já estava cansado e com fome. Assim, não querendo despedi-los nesse estado, o Senhor realiza o portentoso milagre da multiplicação dos pães.
O que vinha a ser esse milagre de Nosso Senhor? Uma figura da multiplicação de um pão muito mais excelente: vendo nossa fraqueza espiritual, Jesus, por amor, quer multiplicar um pão para alimentar nossa alma na caminhada para o céu: Ele mesmo na Santíssima Eucaristia!
Na Exortação Apostólica Sacramentum Charitatis o Santo Padre Bento XVI descreve a Santíssima Eucaristia como doação que Jesus Cristo faz de Si mesmo, revelando-nos o amor infinito de Deus por cada homem. Neste sacramento admirável, manifesta-se o amor “maior”: o amor que leva a “dar a vida pelos amigos” (cf. Jo 15,13).
De fato, Jesus “amou-os até ao fim” (cf. Jo 13,1). Com estas palavras, o evangelista introduz o gesto de infinita humildade que Ele realizou: na vigília da Sua Morte por nós na cruz, pôs uma toalha à cintura e lavou os pés dos Seus discípulos. Do mesmo modo, no Sacramento Eucarístico, Cristo continua a amar-nos “até ao fim”, até ao dom do Seu Corpo e do Seu Sangue. Que enlevo se deve ter apoderado do coração dos discípulos à vista dos gestos e palavras do Senhor diante da multiplicação dos pães, prefigurando, deste modo, a Ceia Pascal!
Que maravilha este gesto da multiplicação! Ele deve suscitar, também no nosso coração, o mistério Eucarístico. Pois, quando Jesus age, as pessoas ficam satisfeitas. Observe as expressões: “o quanto queriam” [...] “já estavam fartos”. Quando Jesus age, há fartura: sobraram doze cestos.
Os Doze Apóstolos representavam a mim, a você e a todo o povo de Deus como comunidade do Espírito. O milagre pode ser contínuo se acolhemos a Palavra e o gesto de Jesus. Lembro que quando o Senhor age, a Sua glória se manifesta. Os sinais têm como objetivo principal levar as pessoas à fé em Jesus e à Salvação.
Portanto, como mendigo do “pão do céu” corra para Jesus, o pão da Vida! E tendo encontrado a Ele, partilhe agora com seus irmãos tão sedentos da vida quanto você. Não esconda os talentos que Deus lhe deu.
Veja que Jesus estando presente faz a diferença, convida Seus discípulos a participarem do milagre. Primeiro, pela generosidade do garoto que havia trazido os pães e os dois peixes. Depois pela distribuição. Os discípulos são convidados a levar um pedaço de pão e peixe a toda aquela multidão. Como disse, Jesus tem poder para agir e estava decidido a alimentar aquela multidão faminta. Mas Ele quis contar com a cooperação dos Seus discípulos. Os discípulos de Jesus, hoje, somos eu e você. Ele, – assim como ontem – conta com a sua colaboração, sua ajuda e seu serviço.
É verdade que os talentos humanos têm os seus limites, mas para Jesus tudo é possível. Diante da presença e da autoridade de Cristo, os discípulos agora não argumentam nem discutem, mas obedecem! Perguntemo-nos: Será que nós, hoje, estamos com Jesus naquilo que Ele quer fazer usando nossos talentos?
Padre Bantu Mendonça

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