Mostrando postagens com marcador reflexões. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador reflexões. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Vocação Sarcedotal

Quando se fala de vocação, normalmente o que vem à mente é a aptidão, o “jeito”, para alguma atividade profissional ou algo assim. Mas pouco valor se dá ao sentido próprio e original da palavra. Com efeito, “vocação” vem do Latim vocare, ou seja, “chamar”. Portanto, falar de vocação supõe alguém que chame e alguém que seja chamado.

Todos fomos chamados do nada à existência; fomos chamados a ser membros do corpo de Cristo, a Igreja, através do Batismo; somos chamados a viver de acordo com essa identidade e a entrar, enfim, no Reino dos Céus. Mas entre o Batismo e a plena entrada no Reino, somos todos chamados a desempenhar alguma missão. Essa missão será uma maneira específica de viver o Batismo recebido um dia, levando à plenitude suas conseqüências. Para essa missão também há um chamado divino.

Dentre todas as missões para as quais Deus pode chamar uma criatura, nenhuma certamente se comparará em grandeza e sublimidade à missão do sacerdote: continuar, no meio do povo santo de Deus, a presença e a ação do Cristo, único Sacerdote da Nova Aliança (conforme a Epístola aos Hebreus). Os Apóstolos receberam de Cristo o chamado e o poder para serem ramificações vivas d’Ele mesmo, sacerdotes no único Sacerdote. E transmitiram aos bispos, seus sucessores, pela imposição das mãos e consagração, esse mesmo poder provindo de Jesus quando lhes ordenou na última Ceia: “fazei isso em memória de mim”.

Tal poder – de ser prolongamento do Bom Pastor no meio do seu rebanho, anunciando a salvação, consagrando a Eucaristia, perdoando os pecados – continua vivo na Igreja, tendo sido transmitido do mesmo modo de geração em geração, sem qualquer interrupção. Mas o seu recebimento não segue, em primeiro lugar, a uma escolha ou decisão do homem, mas de Deus, e, portanto, a uma resposta do homem a Deus que o escolheu. O Evangelho nos apresenta um caso muito interessante para ilustrar a vocação como chamado divino antes que como escolha individual. Trata-se do caso de um homem que, liberto por Jesus de uma grave possessão, manifestou-lhe sua gratidão pedindo para segui-Lo. Jesus não aceitou o pedido; ao invés, deu-lhe uma outra missão: a de voltar para junto dos seus, a fim de testemunhar-lhes as maravilhas que Deus realizara em seu favor (cf. Mc 5, 1-20) Assim, haverá muitos que desejem aceder ao sacerdócio por vontade própria, sem que essa vontade corresponda a um chamado divino. Nesses casos, não se pode falar de “vocação”, porque não há chamado.

Mas os Evangelhos narram também o caso doloroso de um jovem que, chamado por Jesus, negou-se a segui-Lo para não ter que deixar os seus muitos bens. O evangelista S. Marcos, em particular, nos dá um belíssimo flash da cena do chamado que o Mestre lhe dirige, convidando-nos a imaginar seu olhar, sua voz: “Fitando-o, Jesus o amou e disse: ‘Uma só coisa te falta: vai, vende o que tens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu. Depois, vem e segue-me’ ” (Mc 10, 21). E como o jovem voltasse atrás sem corresponder ao chamado para o qual ele tinha vindo a esse mundo, o trecho se conclui de modo reticente e sombrio: “Ele, porém, muito triste com essa palavra, saiu pesaroso, pois possuía muitos bens” (Mc 10, 22) O Senhor sempre pedirá alguma renúncia àquele que Ele quer preencher com tão grande dom. Temer responder-lhe positivamente, temer a renúncia é afastar-se da própria realização, da própria felicidade; é condenar-se a permanecer triste para sempre...

É imperioso que cada ser humano, e particularmente cada membro da Igreja de Cristo, se interrogue a respeito de sua missão. Essa obrigação paira sobretudo sobre aqueles que ainda não têm definitivamente definido seu estado de vida. Um jovem não deveria excluir a priori a possibilidade de ser chamado por Deus ao sacerdócio; pelo contrário, se houvesse em sua alma algum elemento que fizesse suspeitar de um chamado divino, ele deveria empregar todos os meios à sua disposição (a começar pela oração e aconselhamento vocacional) para chegar à resposta. Não há razão para temer o convite do Senhor, pois Ele o ama mais que você mesmo é capaz de se amar, e só pode querer o melhor para os que Ele ama assim. Aliás, ser escolhido para uma tal missão é ser escolhido para uma amizade mais íntima e privilegiada com Jesus; é uma altíssima distinção de amor, um sinal de predileção.

Permitam, a esta altura, que eu lhes dê um argumento diferente em favor de uma resposta positiva ao chamado do Senhor. Uma resposta que, espero, seja capaz de ajudar aos que eventualmente estiverem a sentir o chamado suave e insistente de Jesus em seus corações. Se quiserem o testemunho de um sacerdote eu lhes dou: como padre, sou feliz. E não vejo nada neste mundo que pudesse fazer-me mais realizado. Melhor que assim, só na eternidade onde espero receber, mais por misericórdia divina que por mérito, a coroa, a recompensa desta felicíssima missão. Agradeço ao Senhor por não me ter permitido errar o caminho; agradeço por me ter ajudado a dizer “sim” à razão pela qual e para a qual Ele me criou e me redimiu. Gostaria, do fundo do coração, que muitos pudessem conhecer esta alegria. Esperemos confiantes e rezemos insistentemente pelas vocações sacerdotais – como Jesus mandou!


Por Pe. Sérgio Cavalcante Muniz


Fonte: http://www.avidasacerdotal.com

terça-feira, 3 de julho de 2012

DÍZIMO

Esse mês de Julho, é o mês do Dízimo. E para compreendermos melhor essa devolução para a o Senhor, com os frutos do nosso trabalho, leia o texto a baixo, retirado da Comunidade Canção Nova.


O dízimo é uma contribuição voluntária, regular, periódica e proporcional aos rendimentos recebidos, que todo batizado deve assumir como obrigação pessoal - mas também como direito - em relação à manutenção da vida da Igreja local onde vive sua fé.
O dízimo é uma forma concreta de manifestar a fé em Deus providente, um modo de viver a esperança em seu Reino de vida e justiça, um jeito de praticar a caridade na vida em comunidade. É ato de fé, de esperança e de caridade.
Pelo dízimo, podemos viver essas três importantes virtudes cristãs, chamadas de virtudes teologais, porque nos aproximam diretamente de Deus. O dízimo é compromisso de cada cristão. É uma forma de devolver a Deus, num ato de agradecimento, uma parte daquilo que se recebe.
Representa a aceitação consciente do dom de Deus e a disposição fiel de colaborar com seu projeto de felicidade para todos. Dízimo é agradecimento e partilha, já que tudo o que temos e recebemos vem de Deus e pertence a Deus.


Que passagens da Bíblia nos falam do Dízimo?
São muitíssimas. Por sua Palavra, Deus nos convida: a confiar nele, que é o único Senhor de tudo; a ser-lhe agradecidos, porque ele é a fonte de todo bem; a colaborar com ele na instauração de uma nova sociedade, em que haja partilha e comunhão de bens, e em que não haja necessitados.
Nos textos que seguem, podemos conferir essa divina proposta. A título de exemplo, citamos apenas algumas passagens bíblicas. Veremos, primeiro, que os patriarcas de Israel sabiam reconhecer os dons de Deus e lhe eram agradecidos, oferecendo-lhe a décima parte de tudo o que possuíam: “Abraão deu ao Senhor a décima parte de tudo” (Gen. 14,20). Jacó disse: “Eu te darei a décima parte de tudo o que me deres” (Gen. 28,22).


Quanto se deve oferecer de dízimo?
Deve-se ofertar a Deus o que mandar o nosso coração e o que a nossa consciência falar.O Apóstolo Paulo assim escreve: Dê cada um conforme o impulso de seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria (2 Cor 9,7).
Os israelitas davam dez por cento do que colhiam da terra e do trabalho. Daí vem a palavra dízimo, que significa décima parte, dez por cento daquilo que se ganha. Veja como Deus é bom. Ele lhe dá tudo. Deixa nove partes para você fazer o que precisar e quiser, e pede retorno de somente uma parte. Assim, todos somos convidados a ofertar de fato a décima parte.
Mas é importante perceber o seguinte: dízimo não é esmola, nem sobra, nem migalha, pois Deus de nada precisa. Ele quer nossa gratidão. Ele quer que demos com alegria e reconhecimento e liberdade. O que se dá com alegria faz bem àquele que dá e àquele que recebe.
Deus quer que ofertemos o dízimo com alegria e liberdade. Embora a palavra dízimo tenha o significado de décima parte, ou dez por cento, cada pessoa deve livremente definir, segundo os impulsos de seu coração, sem tristeza e nem constrangimento, qual seja o percentual de seus ganhos que deve destinar ao dízimo a ser entregue para a sua comunidade.
No entanto, a experiência tem comprovado que aqueles que, num passo de confiança nas promessas divinas, optaram pelo dízimo integral, isto é, pela oferta de 10% de tudo que ganham, não se arrependeram de tê-lo feito e nem sentiram falta em seus orçamentos. Ao contrário, sentem-se mais abençoados que antes, quando suas contribuições eram proporcionalmente menores.
Há muitos dizimistas que dão este testemunho: quanto mais se oferece de dízimo, mais se ganha. Pois, o dízimo é um ato de fé em Deus, que não deixa na mão os que nele confiam. De qualquer modo, cada dizimista deve sentir-se livre diante de Deus para fixar o percentual de sua contribuição. O dizimista não deve preocupar-se com o que sai de seu bolso (se muito ou pouco dinheiro), mas o que sai de seu coração (se pouco ou muito amor a Deus e à comunidade).


Fonte: Blog Canção Nova

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Santos de Calça Jeans

          Este mês, o nosso blog se dedicará a falar da juventude, pois estamos em um momento em que a Igreja está se dedicando totalmente a nós, acontece o Encontro Mundial de Jovens (EMJ) da Renovação Carismática Católica (RCC), e em sequencia acontece o PHN na Canção Nova. Eventos que reúnem muitos jovens, mas todos com um mesmo propósito: Jesus.
          No ano de 2010 foi lançado pela Editora Canção Nova, e escrito pelo Adriano Gonçalves, o livro Santos de Calça Jeans. Um livro que trás para nós uma nova proposta, que é ser Santo sem deixar de ser Jovem. Baseando-se em uma carta do Papa João Paulo II aos jovens, o autor propôs esta revolução. "Este livro é para quem acredita, como o Papa, que todo cristão deve buscar a Santidade. É para os jovens que acreditam que as palavras de Monsenhor Jonas Abib: “- Ou Santos, ou Santos!” são para eles e assumem isso pessoalmente!"
          Este livro começa a construir o roteiro de uma Revolução na sua vida… a verdadeira revolução, a Revolução Jesus! É um guia, são balizas colocadas ao longo do caminho pra te mostrar que você foi criado para ser Santo e que não é necessário deixar de ser alegre, amigo, antenado, conectado, curtir rock, esportes radicais, refri, enfim, NÃO É NECESSÁRIO DEIXAR DE SER JOVEM PARA SER SANTO! Aliás, é condição básica!
          Fácil? Não é! Impossível? De modo algum! E é por isso que não é para um jovem qualquer…
          Você se considera “um qualquer”???
          Se não, se você é especial e tem consciência disso, se você sabe que cai mas nunca vai aceitar ficar no chão como um derrotado e “deixar rolar”, parabéns! Esta é a verdade que você precisa assumir hoje e começar a construir HOJE.
          E assim, te convidamos a acompanhar nosso blog este mês, e orar conosco, pois somos uma juventude nova, renovada e guiada pelo Espírito do Senhor, e em comunhão com Cristo alcançaremos o Céu!

sábado, 16 de abril de 2011

Homilia Diária

Cuidado com os próprios pensamentos e palavras

A mensagem central de hoje e de todo o Evangelho de São João é que “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho Unigênito, para que não morra todo aquele que nele crê, mas, tenha a vida eterna” (Jo 3, 16). A presença de Jesus, como luz do mundo, divide inevitavelmente os seres humanos entre os que se decidem pela Luz e, por isso, ficam do lado da vida, e os que se decidem pelas trevas, ficando do lado da morte.
Assim, os fariseus, escribas e sacerdotes não descansaram enquanto não conseguiram um jeito de anular a pessoa de Jesus Cristo. Preocupados com a sua fama e a multiplicação dos milagres, estavam sem saber o que fazer. Foram muitos os enfrentamentos entre eles e Jesus, onde questionavam a pessoa de Cristo. Até que finalmente, os pontífices e os fariseus convocaram o conselho. E desde aquele momento resolveram tirar-lhe a vida.
Decidiram matar Jesus. Resolveram matá-lo por Ele fazer o bem. Curar e ressuscitar pessoas, aconselhar-nos a seguir o caminho reto, a não nos preocupar com o dia de amanhã, e a não ter medo, mas crer n’Ele e no Pai. E o que mais indignou os pontífices ou sumo sacerdotes, foi Ele dizer que era o Filho de Deus. Para os judeus, isso foi blasfêmia
mas, na verdade, eles queriam apagar o concorrente. Então, aquele conselho foi um pré-julgamento de Jesus, onde o Filho de Deus foi, de antemão, condenado.
Também nós condenamos e até mesmo “queimamos” os nossos concorrentes, arrumando um jeito de diminuir as suas qualidades: sejam no emprego, por ciúmes daqueles colegas que são mais capazes que nós, seja aquele cara forte que “arrasa” quando chega na área.
Jesus era consciente de que um efeito – ainda que não desejado – do seu trabalho, fosse ser causa de divisão entre os partidários do imobilismo e os que lutam por um mundo novo. Por isso, inflamou a ira dos funcionários do templo e de todos os que se consideravam “os donos da verdade”.
Aproximando-nos da festa da Páscoa, vamos ao encontro do Senhor da Nova e Eterna Aliança. A Quaresma é ocasião oportuna para reforçarmos nossa decisão pela Luz, que é Cristo, e ajudarmos os que estão nas trevas a optar pela luz e abandonar a morte.
Que esta quaresma, tempo favorável da graça de Deus, nos dê as forças necessárias para renovar nossos corações, e assim possamos viver a Páscoa do Senhor, que deseja devolver-nos a alegria de viver.
Precisamos ter mais atenção para não fazer como aqueles fariseus. Ter mais cuidado com os nossos pensamentos e palavras. E lembrar, acima de tudo, o que nos disse o Ressuscitado: “Não julguem e não serão julgados! Não condenem e não serão condenados!”

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Retiro de Quaresma – Reflexões da 5ª semana

Sexta-feira

Hoje vamos realizar um momento diferente dentro de nossa espiritualidade quaresmal. Sabendo que Jesus Cristo nos deu o maior ensino sobre a partilha, pois, Ele partilhou tudo de si por amor a nós. Estaremos, neste dia, buscando Jesus para partilhar nosso tempo com Ele.

O que vamos fazer então? Hoje vamos separar um tempo de nosso dia para estarmos a sós com Jesus. Neste momento com Ele nos preocupemos apenas em louvá-lo. A palavra que pode nos auxiliar neste dia é o Salmo 117.

Podemos em primeiro lugar pedir ao Espírito Santo que nos leve a entrar em intimidade profunda com Jesus Cristo. Em seguida podemos tomar a palavra e realizar uma leitura. Com olhos fixos na bondade, na justiça, na verdade e no amor de Deus, vamos retomar uma segunda vez esta leitura.Grifamos todos os versículos que falem conosco no sentido de louvar ao Senhor com todo nosso coração.

Seguindo a oração, podemos repetir o versículo e fazer um louvor. Vamos fazendo assim até chegar ao sincero louvor em línguas que brote com toda sinceridade de nosso coração.

Quando sentimos que o louvor terminou vamos silenciar nosso coração na presença do Senhor e adorá-lo. Vamos simplesmente estar na presença do Senhor, contemplar suas maravilhas e deixar nosso coração se unir ao Dele.

Assim, estamos partilhando com o Senhor nosso tempo de maneira nova e ao mesmo tempo fazendo experiência de amor com Ele.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Quinta-feira - Retiro de Quaresma – Reflexões da 5ª semana



“Eu resgatarei a verdade e cortarei e cancelarei toda ilusão e mentira sobre a felicidade. Eu realizarei cura profunda em vosso interior para que volteis a crer e a sonhar. Eu lavarei no meu sangue vossa visão para que possais a ver os bens futuros que lhes preparei”.
Mergulhamos em cada frase desta profecia e façamos nossa oração: “resgatarei a verdade e cortarei e cancelarei toda ilusão e mentira sobre a felicidade”. Os filhos de Deus têm fome e sede de felicidade, mas apresentam uma idéia de felicidade que muitas vezes é idealizada pela mídia. Muitos filhos de Deus estão vivendo e sofrendo por causa da ilusão do ter, do poder, do prazer. Alguns pensam que para serem felizes precisam ter tal coisa, conseguir tanto salário, conquistar aquela pessoa, porém, não sabem que a felicidade esta em mergulhar sua vida em Deus.
Ele nos devolve os valores que perdemos diante de nossas buscas. Ele nos devolve a dignidade de filhos que ficou gasta diante dos prazeres. Ele cura nossa identidade que muitas vezes foi atingida pela falta de projeto de vida, de visão de Deus. Com esta frase da profecia oremos pedindo que o Senhor resgate a verdade em nós, que Ele cancele todas as ilusões sobre a felicidade e nos coloque diante de sua vontade.
Na frase seguinte nos diz “realizarei cura profunda em vosso interior para que volteis a crer e a sonhar”. Nos abramos neste momento para sermos curados interiormente. Não tenhamos nenhum medo de mostrar ao Senhor os nossos medos, traumas e decepções. Sejamos dóceis a voz do Senhor que realizar em nós obra de cura. Diante de seu amor, nos apresentemos para sermos curados e, experimentando esta cura, possamos sonhar o sonho de Deus em nós. 
Depois Ele nos diz que “lavará no seu sangue para termos nova visão e ver os frutos futuros”, aqui o Senhor quer ampliar nossa visão”. Com o coração ferido só vemos as dores, se deixarmos Jesus tocar, a misericórdia nos lava e cura. Deus quer nos dar nova visão em todas as áreas de nossa vida: na profissão, no serviço do Senhor, no estado de vida, na vocação, na família, nos estudos.  Oremos pedindo que o Senhor nos lave da visão das dores e coloque em nós a nova visão, aquela que nos leva a “buscar as coisas do alto, onde Cristo está sentado a direita de Deus” (Col 3,1)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Quarta-feira - Retiro de Quaresma - Reflexões da 4° semana

“Eis o que diz o Santo e o Verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi – que abre e ninguém pode fechar; que fecha e ninguém pode abrir. Conheço as tuas obras: eu pus diante de ti uma porta aberta, que ninguém pode fechar; porque apesar de tua fraqueza, guardaste a minha palavra e não renegaste o meu nome.” (Apocalipse 3,7-8)

Continuando nossa prática da partilha, queremos hoje partilhar a palavra de Deus. Uma palavra que temos guardada em nosso coração. Podemos fazer assim: primeiro leia novamente esta passagem de apocalipse (pus diante de ti uma porta que ninguém pode fechar; apesar de tua fraqueza guardaste minha palavra). Com base nesta verdade, “apesar de nossa fraqueza guardamos a palavra do Senhor”, vamos recordar as palavras que tem norteado nossa vida.

Após lembrarmos quais são essas palavras pense: em quais delas esta a “palavra de Deus”? Agora retome a “palavra que Deus te deu como promessa para sua vida”.

É esta a palavra que você vai partilhar. Ou seja, você terá em seus lábios neste dia a passagem bíblica que tem marcado sua história, com todas as pessoas que você tiver oportunidade de partilhar sobre ela, você o fará.

Sabe por quê? Você vai falar de uma palavra que tem experimentado, então ao partilhar irá partilhar com vida, com sentimento, com todo seu coração. E esta experiência poderá salvar um irmão da tristeza, da solidão, do abandono e do desamor.

No final do dia você verá qual bem fez esta partilha para você. Não se importe com a quantidade de irmãos que poderá compartilhar neste dia, se preocupe apenas em não deixar de passar a oportunidade.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Retiro de Quaresma – Reflexões da 5ª semana

Segunda-feira



“Erguei a minha cruz sobre os vossos sonhos, a minha cruz que representou a derrota dos sonhos daqueles que pensaram que Eu iria restaurar imediatamente o reino de Israel, que ao me verem morrer na cruz viram morrer também o sonho de libertação das mãos do opressor. Estes não entenderam que eu os libertei sim do verdadeiro opressor”.
Para muitos, a cruz de Cristo pode parecer até hoje um sinal de derrota, mas não é. A cruz de Cristo é sinal de vitória. O catecismo da Igreja Católica nº 517 nos ensina que: “toda vida de Cristo é mistério de redenção. A Redenção nos vem antes de tudo pelo sangue da cruz, mas este mistério esta em ação em toda vida de Cristo: já na Encarnação, pela qual fazendo-se pobre, nos enriqueceu pela sua pobreza; na vida oculta, que pela sua submissão, serve de reparação pela nosso insubmissão; na sua palavra que purifica seus ouvidos; nas suas curas e exorcismos pelos quais “levou as nossas fraquezas e carregou as nossas doenças”; na sua ressurreição pela qual nos justifica”.
Quando olhamos para o trecho da profecia percebemos que neste dia podemos apresentar para Jesus os nossos sonhos. Quando comparamos com o que diz o CIC vemos que nossos sonhos podem ser colocados diante do poder redentor de Jesus. Vamos ler novamente o que nos diz a profecia e com toda esperança encarar os nossos sonhos. Vamos trazer para memória tantas coisas que sonhamos em nossa profissão, em nossa família, em nossos relacionamentos, em nosso matrimônio, em nosso ministério, em nosso chamado... com esperança, coragem e ânimo vamos fazer o que nos ensina a profecia “erguer a cruz sobre nossos sonhos”. 
Façamos assim: diante da cruz de Jesus apresentemos um a um os sonhos que  fomos deixando para trás, projetos que nós engavetamos, sonhos que nós julgávamos ser desfeitos. Podemos até colocar para Jesus palavras que nós proclamamos em relação a esses sonhos que se tornaram votos íntimos em nossa vida. Cada sonho que for apresentado agora, vamos erguer a cruz de Jesus pedindo que no poder redentor da cruz do Senhor possam ser realizados os sonhos que apresentamos e que são também o sonho de Deus para nós.

VISITAS